Prevenção e educação sanitária são destaques da celebração do Dia Nacional da Saúde

Prevenção e educação sanitária são destaques da celebração do Dia Nacional da Saúde

Nesta quarta-feira, 5 de agosto, o Brasil celebra o Dia Nacional da Saúde – data que marca o nascimento do médico sanitarista Oswaldo Cruz, um dos principais responsáveis pelo combate a epidemias no Brasil no início do Século XX. Além disso, tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância da educação sanitária e a ter um estilo de vida mais saudável.

Segundo o bispo de Campos (RJ) e referencial da Pastoral da Saúde da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Roberto Ferreria Paz, o sanitarista Osvaldo Cruz venceu, em Santos, no litoral de São Paulo, o surto de peste bubônica e no Rio de Janeiro a epidemia da febre amarela e da varíola.

“Em 1907 ficou claro a vitória da vacinação coletiva vencendo a famosa ‘revolta da vacina’ com critérios científicos e sanitários que fizeram escola. Hoje, em plena pandemia de coronavírus, a luta contra comportamentos anticientíficos e obscurantistas parece que continua a mesma. Já encontramos grupos que se pronunciam contra a possível vacina contra a covid-19”, destaca o bispo.

Dom Roberto disse que a Pastoral da Saúde celebra este dia respaldando as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da ciência da medicina infectologista e sanitarista contra políticas negacionistas interessadas em resultados de marketing e de imagens de poder pessoal. “A vida em primeiro lugar, a saúde deve ser tratada com isenção e seriedade não ao serviço de acomodar-se às influências dos que gerenciam o poder mundial”, diz o bispo.

De acordo com a lei 8.080 de 1990, a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. A lei também enfoca que, para ter saúde, alguns fatores são determinantes, tais como a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais.

O coordenador nacional da Pastoral da Saúde, Alex Gomes Mota, destaca que neste momento da pandemia da covid-19 é de extrema importância a promoção da educação sanitária. “A data deve ser comemorada com atitudes saudáveis e conscientização política também, afinal, o governo é quem responde pela saúde pública e cuida de questões fundamentais para que a população viva em um ambiente adequado”.

Saúde: estado completo de bem estar

Segundo a OMS, a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social. O coordenador Nacional da Pastoral da Saúde aponta que embora a espiritualidade ainda não se enquadre oficialmente pela OMS como remédio vem demonstrando seu papel importante no avanço da recuperação aos enfermos e, em especial, aos cuidados paliativos, mas também outros fatores, como o social e o econômico, que podem afetar a qualidade de vida dos indivíduos.

“Destaco que nosso saudoso o médico sanitarista Oswaldo Cruz foi pioneiro no estudo de doenças tropicais e da Medicina experimental. Hoje temos o melhor programa de cobertura de imunização nacional(vacinas) coberta pelo SUS”, aponta Alex Mota.

De acordo com a pastoral da saúde, uma boa saúde é resultado do equilíbrio físico, orgânico e mental do organismo. E isso é adquirido por meio de hábitos, como: uma boa alimentação; um bom descanso; atividade física; e, também, horas de lazer. Alex ressalta ainda que “a pastoral celebra esta data com missas em várias dioceses, em especial, pede a Deus que ilumine os médicos e os cientistas para que encontrem, o mais rápido possível, a vacina contra o novo coronavírus”. 

Cabe ressaltar que, no âmbito da Igreja no Brasil, atuam especificamente na promoção da saúde as pastorais da Pessoa Idosa, da Criança, da Aids e da Sobriedade. Segundo o médico e doutor em saúde pública e coordenador internacional da Pastoral da Criança, este dia, dedicado a celebrar a saúde, acontece no aniversário do doutor Oswaldo Cruz, que foi rechaçado pela população na campanha da vacina. “Hoje o mundo implora por vacina contra a covid-19 mas, ao mesmo tempo, uma parte da população, incluindo nosso Presidente e alguns ministros são contra a ciência. Hoje e sempre é necessário lembrar que saúde é ciência”, afirmou.

Ilustração: Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina

Fonte: CNBB

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