No dia 23 de maio de 2026 a Pastoral da Saúde Nacional realizou evento em comemoração aos 40 anos de instituição oficial, com Santa Missa celebrada na Capela da Casa de Retiro Assunção, em Brasília – DF. A Santa Missa foi presidida por Dom Roberto Francisco Ferrería Paz – Bispo referencial da PSN e concelebrada pelo Superior Provincial da Província Camiliana Brasileira e Presidente do São Camilo Brasil, Padre Mateus Locatelli, além de outros 10 (dez) Padres, a maioria Camilianos. A forte presença da família camiliana, no evento, reforça a brilhante parceria com a PSN, que se fortalece ao longo dos anos.
Durante a tarde foram homenageadas, personalidades que contribuíram para os avanços da Pastoral da Saúde, durante os 40 anos de instituição oficial. Na oportunidade foi lançado o livro “Pastoral da Saúde Nacional 40 anos a serviço da vida e da esperança”. A obra conta a trajetória dos 40 anos da PSN, foi construída a partir de relatos de pessoas que vivenciaram os avanços e contribuíram para a superação de desafios, além da Oração Celebrativa pelos 40 anos da PSN, bem como o Hino da Pastoral da Saúde. O evento contou com a participação de 80 pessoas, Padres, Religiosas, Equipes de coordenação e Agentes da PS de todas as regiões do Brasil.
Com o objetivo de otimizar o investimento de tempo e custos de deslocamento, as atividades do encontro da Pastoral da saúde Nacional – comemoração de 40 anos de instituição oficial foram realizadas, no período de 21 a 24 de maio de 2026 e incluiu momento formativo, que tem o objetivo de fortalecer a PS em todo o Brasil, pois acreditamos que o conhecimento é o melhor caminho.
A abertura oficial do evento foi dia 21 de maio de 2026, com o pronunciamento das seguintes autoridades:
- Dom Roberto Francisco Ferrería Paz – Bispo Referencial da PSN;
- Padre Gilmar Antônio Aguiar – Assessor Eclesiástico da PSN;
- Sr. Alex Gomes da Motta – Representante do Conselho Nacional de Saúde
Resumo dos assuntos abordados
Experiências bem sucedidas
Essa atividade tem o objetivo de servir de exemplos para outras equipes.
Irmã Francisca Isabel de Mendonça apresentou o resultado da brilhante iniciativa da oferta de cursos para cuidadores, na Diocese de Campanha- MG. O projeto já beneficiou diretamente 135 pessoas, cujo o conhecimento permite atender os familiares com mais respeito e técnicas necessárias, bem como se tornou fonte de renda para os que se tornaram cuidadores remunerados.
Projeto de horta comunitária “Raízes do Bem”, fruto da Campanha da Fraternidade de 2023, com o tema: “Quem tem fome, tem pressa”, a horta foi construída em um espaço cedido pela Paróquia. Os alimentos ali produzidos beneficiam diversas instituições, além de ser um espaço terapêutico.
Madalena R. Bremm – Paroquia são Luiz Gonzaga – RS, apresentou o projeto de plantio de mudas frutíferas para doação à população urbana, trabalho de baixo custo e que além de produzir alimentos também contribui com o meio ambiente. Esse projeto tem impactos positivos diretos para a saúde da população.
Espiritualidade e Pastoral da Saúde
Padre Gilmar Antônio Aguiar – Assessor eclesiástico da PSN abordou a tema espiritualidade e Pastoral da Saúde: Salientou que a Espiritualidade é a atitude que a pessoa assume frente aos valores espirituais (Deus, sentido de vida, oração, mística). Ela rege o agir do ser humano segundo sua vida interior e sua relação com o sagrado. “É um estilo de vida ou uma maneira de viver segundo as exigências do Evangelho. Falar de espiritualidade não é falar de uma parte da vida, mas de toda a vida; é falar de presença do Senhor em nossa vida e na comunidade cristã”.
Viver uma espiritualidade implica num cultivo de vida harmônica, consigo mesmo e no esforço com os outros, direcionando sempre nossos “olhos” ao bem comum e guardando conosco valores que deem sentido a nossa vida terrena.
Dom Roberto Francisco Ferrería Paz – Bispo referencial da PSN
Abordou diversos assuntos:
Campanha da fraternidade
Ressaltou que a moradia precária tem impacto direto com a saúde da população menos favorecida, relembrou das vidas ceifadas pelos desastres naturais, famílias que são obrigadas a se submeter aos desmandos das milícias por residir em territórios, por eles dominados. Enfatizou ainda outros pontos que influenciam no acesso a moradia dignas, tais como: precarização de materiais de construção, especulação imobiliária, falta de saneamento básico e que isso não se resolve em um ato de mágica, porém lembrou que Cristo nasceu sem teto e que Deus se coloca ao lado dos pequenos.
Eleições: democracia, sinodalidade e bem comum
Destacou que o objetivo é promover espaços de formação cidadã, no contexto das eleições de 2026, que envolvam tanto a Igreja quanto a sociedade, ajudando as pessoas a discernir o exercício consciente, ético da cidadania e do voto.
Fortalecer o discernimento critico, `a luz do dialogo no espirito, a cerca da relação entre a fé e a política, considerando as questões sociais e socioambientais e o cuidado com a casa comum. Fortalecer ainda o sentido ético e Cristão da politica, aprofundando os fundamentos da cidadania e da democracia à luz do evangelho.
Cultivar a espiritualidade que ilumine a realidade política do bem comum, a partir do dialogo no espirito e sinodalidade, incentivando o exercício da escuta, do discernimento, da argumentação, da leitura da realidade, que culmine no engajamento ético e no compromisso com os valores do reino na comunidade: justiça, paz. Direitos humanos e ambiente.
Diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil 2026
As novas Diretrizes são fruto de um amplo processo sinodal da Igreja no Brasil. Na Assembleia Geral de 2024, os bispos, em conversação espiritual, discerniram os eixos da evangelização indicados pelo Espírito Santo, entre eles:
A Igreja no Brasil busca responder ao apelo do Espírito – intensificado na fase continental do Sínodo sobre a Sinodalidade – a ser uma tenda sempre aberta, capaz de ampliar a escuta e o acolhimento, sustentada por estacas firmes na fé.
A nova realidade nos chama a rever os métodos de anúncio da Boa-Nova, de transmissão da fé e de fortalecimento do senso de pertença à comunidade eclesial. Igualmente, é necessário reavivar em toda a Igreja no Brasil a busca pela santidade e o sentido de participação e comunhão orientados pela missão.
Na perspectiva sinodal, todos os batizados são chamados pelo Espírito à conversão das relações, dos processos e dos vínculos, assumindo a responsabilidade pela Igreja segundo a vocação que cada um recebeu do Senhor. É tempo de renovar o ânimo pastoral e permitir que a fecundidade supere a esterilidade.
Dr. Lucas Furtado de Vasconcelos Maia
Advogado, com 15 anos de experiência no Terceiro Setor, assessorando a CNBB, CRB: Como a Segurança Jurídica Protege a Nossa Missão.
O trabalho voluntário: é uma vocação e uma doação, mas perante as leis do país, sem documentação formal, corre o risco de ser confundido ou questionado como vínculo empregatício. A legislação exige formalização jurídica para proteger todos os envolvidos. A lei não trabalha com a confiança verbal de uma comunidade, mas sim com provas documentais. No ato da admissão, o agente deverá assinar o termo de voluntariado, conforme Lei Federal nº 9.608 de 18 de fevereiro de 1998 e o termo de autorização de uso da imagem para atender aos requisitos da Lei 13.790/18 (LGPD).”Art. 26, §1º do Estatuto. O preenchimento e recolhimento do termo protege o patrimônio da Igreja contra eventuais passivos trabalhistas e resguarda o próprio agente voluntário, que declara expressamente o caráter benfeitor de sua atuação.
A Formalização da Equipe
A obtenção da Provisão ou Homologação — significa que uma equipe de coordenação não existe por decisão isolada; ela é reconhecida e chancelada oficialmente pela autoridade eclesiástica competente daquela circunscrição.
Consequências da informalidade: Art. 19, §1º do Estatuto: Para participar da Assembleia Nacional, os coordenadores devem apresentar sua Provisão com no mínimo 30 dias de antecedência. Art. 18, §3º do Estatuto: O voto do coordenador só será considerado legal se seu nome constar expressamente na Provisão assinada pela Autoridade Eclesiástica. Caso algum Coordenador que não esteja legalmente formalizado, participe da assembleia, está poderá ser anulada.
Padre Junior Moreira – Pastoral da Saúde como arte do cuidado
“Cuidar é o trabalho do viver e do existir”, “é tornar-se responsável por algo ou alguém, preocupar-se, empenhar-se, dedicar-se a alguma coisa.” É a resposta à necessidade de bem e a necessidade de defender-se do sofrimento. Obrigação existencial de ocupar-se de si, dos outros e das coisas.
O ser humano “cuida de si para lidar com a fragilidade e vulnerabilidade de sua condição, sem nunca poder superar tal condição de ser intimamente frágil e vulnerável, na carne e na alma”. MORTARI, Luigina, Filosofia do cuidado, p. 22
“A Igreja do Cuidado é aquela que é edificada sobre o fundamento do cuidado de Deus. Em última análise, toda a ação do trino Deus outra coisa não é senão o cuidado que ele realiza em favor de sua criatura, o cuidado da salvação. Salvação, não num sentido mágico, abstrato da realidade, mas como processo contínuo de cura do ser humano. (…) Então, a Igreja do Cuidado existe onde pessoas de fé se colocam a serviço do cuidado de Deus e permitem que o cuidado de Deus chegue às pessoas em sua realidade cotidiana, em suas necessidades, sejam elas necessidades do corpo, sejam da alma, em todos os ciclos da vida.” (GAEDE, Rodolfo. Implicações para as relações de cuidado, p68.).
Drª Fernanda Manzini – Farmacêutica, especialista em Saúde da Família
Direito à assistência farmacêutica e o protagonismo da comunidade eclesial.
A Assistência Farmacêutica trata de um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto individual como coletivo, tendo o medicamento como insumo essencial e visando o acesso e ao seu uso racional. Este conjunto envolve a pesquisa, o desenvolvimento e a produção de medicamentos e insumos, bem como a sua seleção, programação, aquisição, distribuição, dispensação, garantia da qualidade dos produtos e serviços, acompanhamento e avaliação de sua utilização, na perspectiva da obtenção de resultados concretos e da melhoria da qualidade de vida da população.
Foi realizado oficina onde os grupos buscavam repostas para os questionamentos:
O que vocês compreendem como assistência farmacêutica? O SUS consegue oferecer todos os medicamentos existentes no mercado? Como vocês imaginam que acontece a escolha dos medicamentos disponibilizados à população?
Durante a apresentação dos resultados dos trabalhos em grupo, Drª Fernanda esclareceu os caminhos para o acesso aos medicamentos, quais os Componentes da Assistência Farmacêutica – critérios para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de uma doença ou agravo em saúde.
Alessandra Mirada
Assessora da Comissão Episcopal para Ação Sociotransformadora: Pastoral da Saúde no sentido das Pastorais orgânicas – É importante compreender o bem em que consiste a missão evangelizadora da Igreja. Não se pode identificar essa missão com atividades eclesiais, por mais importantes e necessárias que sejam. Nem se pode identificar os sujeitos dessa missão com as pessoas que assumem determinados serviços na Igreja.
Podemos constatar uma grande variedade de formas na prática da caridade ao longo da história, “obras de caridade” à defesa do direito dos pobres e marginalizados e da justiça social no mundo do trabalho, da economia e da política:
Pastoral de conjunto
A fé e a missão da Igreja têm uma dimensão social fundamental, que diz respeito a todos os cristãos e ao conjunto da Igreja. Não é apenas uma tarefa a ser assumida por algumas pessoas ou alguns grupos, é uma dimensão constitutiva da fé e da missão evangelizadora a ser assumida por toda a Igreja. É responsabilidade e tarefa de toda a Igreja, precisa ser assumida e integrada na pastoral de conjunto da Igreja.
A missão da Comissão
Se realiza por meio da articulação das Pastorais Sociais, redes e organismos Sociotransformadora sociais da Igreja católica, do diálogo com a sociedade, da formação de lideranças, da formação e incidência política e da comunicação popular, bem como de um conjunto de atividades que animam e dinamizam a dimensão socioambiental da fé e da missão evangelizadora na Igreja e na sociedade.
Cada organismo ou pastoral social tem um contexto, uma história e uma missão específica que vai de encontro a situações e desafios concretos. Alguns têm uma difusão maior pelo Brasil afora, outros estão mais presentes em determinadas regiões. Alguns têm uma história mais longa, outros são mais recentes.
O trabalho pastoral desenvolvido ao longo de décadas mostra que é possível desenvolver processos que favoreçam e promovem a recuperação da autoestima, o exercício da solidariedade, a consciência de cidadania, a organização social na luta por direitos, a constituição como força social capaz de intervir no espaço público e garantir políticas para os setores marginalizados da sociedade, a vivência de uma espiritualidade libertadora, enfim, a atuação como “sujeitos” de sua vida e do bem comum. O ponto de partida é sempre o encontro fraterno com as pessoas.
Vanessa Bispo Gadelha Valente
Núcleo de Práticas Restaurativas da Justiça Federal do TRF1: A justiça restaurativa é uma forma de resolver conflitos e lidar com crimes focando na reparação dos danos causados, no diálogo entre as pessoas envolvidas e na reconstrução das relações afetadas. Busca formas de compensar ou minimizar os prejuízos emocionais, materiais ou sociais causados pelo conflito. O autor do ato é incentivado a reconhecer as consequências de suas ações e assumir responsabilidade de maneira consciente.
Dar voz à vítima
A vítima pode expressar sentimentos, impactos sofridos e necessidades, algo que muitas vezes não acontece no processo judicial comum.
Guilherme Lopes de Souza
Vice Coordenador da PSN – Os Agentes da Pastoral da Saúde – Fiscalização com base na informação:
O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) é o sistema oficial de cadastramento de informações de todos os estabelecimentos de saúde no país. Cada estabelecimento de saúde cadastrado possui um código numérico que possibilita a identificação da unidade de saúde.
Portaria nº 1.646, de 2 de outubro de 2015, institui o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).
Art. 2º – O CNES se constitui como documento público e sistema de informação oficial de cadastramento de informações de todos os estabelecimentos de saúde no país, independentemente da natureza jurídica ou de integrarem o Sistema Único de Saúde (SUS), e possui as seguintes finalidades:
I – Cadastrar e atualizar as informações sobre estabelecimentos de saúde e suas dimensões, como recursos físicos, trabalhadores e serviços;
II – Disponibilizar informações dos estabelecimentos de saúde para outros sistemas de informação;
III – ofertar para a sociedade informações sobre a disponibilidade de serviços nos territórios, formas de acesso e funcionamento;
IV – Fornecer informações que apoiem a tomada de decisão, o planejamento, a programação e o conhecimento pelos gestores, pesquisadores, trabalhadores e sociedade em geral acerca da organização, existência e disponibilidade de serviços, força de trabalho e capacidade instalada dos estabelecimentos de saúde e territórios.
Art. 9, […] V – garantir a participação, controle social e transparência, nos termos da legislação vigente, das informações e processos relacionados ao CNES.
Com as informações é possível que o Conselheiro de Saúde, Agente da Pastoral da Saúde e toda a sociedade, tenha com os dados públicos do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), é uma importante “ferramenta” para a prática da cidadania contribuindo para a qualidade do serviço público de saúde.
É importante lembrar que os dados armazenados no CNES são fornecidos pelo responsável administrativo de cada Estabelecimento de Saúde e as telas do CNES exibem, além de informações sobre o Estabelecimento, também sobre “Última atualização Nacional”, ou seja, quando foi a última atualização dos dados do Estabelecimento no banco de dados do CNES.
Drª Erika Baldez kaller Vargas
Médica Pediatra: O cuidado com a criança hospitalizada.
A criança não leva apenas a doença para o hospital, ela leva também a ruptura da rotina, insegurança, medo, dor, e junto dela adoece uma família inteira.
O trauma visível são os sintomas físicos, diagnostico, intervenção medicamentosa, porém não podemos esquecer os traumas invisíveis como: o medo do desconhecido, quebra de rotina, solidão, perda do controle, exaustão familiar.
A pediatria integral exige olhar para a profundidade do sofrimento, não apenas para a superfície do sintoma.
A criança deve ser ouvida e o cuidado ético deve ser adaptado a sua compreensão.
Nem todo o cuidado é medicação, a cura humana transcende a resposta biológica.
O Kit de primeiros socorros da PS deve ser composto por oração, companhia silenciosa, escuta qualificada e dignidade.
A Pastoral da saúde vê primeiro a pessoa e depois a doença.
Alex Gomes da Motta
Representante legal da Conselho Nacional de Saúde-
Dimensão sociotransformadora estrutura & funcionalidade das comissões
A dimensão Sociotransformadora da PS é a atuação política e social junto à os Órgãos e Instituições públicas e privadas que prestam serviços e formam profissionais na área da saúde plena, inclusive com compromisso de lutar para que haja igualda de ao acesso da saúde com qualidade, respeito e dignidade, nos termos do art.196 da CF(ConstituiçãoFederal1988), reconhecendo a saúde como direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação da saúde.
Conselho Nacional de Saúde (CNS)
Órgão colegiado de caráter permanente e deliberativo, integrante da estrutura regimental do Ministério da Saúde, com papel central na formulação e controle da Política Nacional de Saúde.
Mesa Diretora
Mesa Diretora: Composta por 8 conselheiros titulares, eleitos pelo Pleno de forma paritária, incluindo o/a presidente. Sua finalidade é conduzir as ações e decisões do CNS com o compromisso de representar o coletivo.
Comissões Intersetoriais
Organismos de assessoria ao Pleno que trabalham os princípios do SUS e do controle social, articulando e sistematizando contribuições da sociedade civil para políticas e programas de interesse para a saúde. Cada comissão é composta por até 36 membros—titulares e suplentes —indicados pelo CNS, com representação de: gestores(as) do SUS, trabalhadores(as) da saúde, usuários(as) do SUS.
Conferências Livres
São espaços autônomos de participação social no SUS, organizadas de forma independente pela sociedade civil, sindicatos, entidades profissionais ou coletivos. Elas complementam o processo conferencial oficial, abrindo espaço para debates que nem sempre chegam às etapas municipais, estaduais e nacional.
Podem ser convocadas por Entidades Religiosas, associações de pessoas com deficiência, sindicatos, grupos de pesquisa —qualquer organização que queira debater saúde e fazer suas ideias chegarem ao CNS.
Princípios Constitucionais do SUS
A participação em Conferências Livres é exercício legítimo do controle social previsto na Constituição Federal.
Marlene Salette Marsaro
Coordenadora da PSN – apresentou a análise quantitativa e qualitativas dos relatórios das atividades, enviados pelos coordenadores das Dioceses.
Destacou que esses dados são essenciais para dar visibilidade ao trabalho extraordinário, desenvolvido pelos Agentes da PS nas diferentes regiões onde atuam, porém o % de Dioceses que enviam as informações ainda é pequeno e que isso prejudica os resultados.
Lembrou que a análise dos relatórios é uma obrigação estatutária, imposta ao Coordenador Nacional, pelos Coordenadores dos Regionais da CNBB e Dioceses, com direito a voz e voto, no momento em que aprovaram o estatuto vigente.
Eleições
Em 2027 haverá eleições para a nova equipe de Coordenação Nacional e Conselho Fiscal.
Enfatizou que para se candidatar a qualquer cargo é necessário seguir o que determina o Estatuto e o Regimento Eleitoral da PSN, obedecendo os prazos e os canais adequados.
Os canais adequados devem ser utilizados também para contestar possíveis candidaturas.
Conferência Livre
Em 2027 a PSN realizará conferência Livre.
A coordenadora solicitou o apoio e engajamento das equipes, na construção de propostas.
Lembrou que é necessário estar atento ao regulamento da Conferência, tanto para a apresentação de propostas quanto para a candidatura a delegado.
Assim o evento foi encerrado com o almoço do dia 24 de maio de 2026, ocasião que já ficou definido a data do próximo encontro, no período de 20 a 23 de maio de 2027.
Marlene Salette Marsaro
Coordenadora PSN

