XVI CONGRESSO REGIONAL DE HUMANIZAÇÃO E PASTORAL DA SAÚDE – CNBB NORDESTE 2

“Que a Saúde se Difunda sobre a Terra” (Ecl 38,8)

Aconteceu nos dias 22 a 24 de agosto de 2025 no Centro Arquidiocesano de Pastoral Dom Jaime Vieira, em Natal, o XVI Congresso Regional de humanização e da Pastoral da Saúde com o tema “que a saúde se difunda sobre a terra”, com uma média de 120 congressistas provenientes de diversas dioceses do nosso Regional, Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Iniciamos às 18h 20min. Com a santa missa presidida por padre João Batista, coordenador Arquidiocesano de pastoral representando o senhor Arcebispo, na sua homilia, o reverendo padre abordou a missão essencial da Pastoral da saúde que é cuidar dos sofredores e vulneráveis enfermos, assumindo a mesma missão de Jesus. Mons. Robério refletiu conosco o tema principal sobre a saúde nas suas diversas origens no mundo bíblico antigo e novo testamento.

Após o tema central foram trabalhados outros subtemas, Dra. Magda e equipe apresentou os benefícios que o tratamento com as práticas integrativas complementares, Pics traz um novo modo de tratamento as diversas patologias; o psicólogo e especialista em saúde mental Zacarias Ramalho, abordou a saúde mental dos agentes voluntários da pastoral da saúde de forma integrativa e auto cuidado necessário, cuidar de quem cuida é fundamental e necessário; Dr. João Braz e Dr. Rodrigo refletiu sobre cuidados paliativos e sua pratica cotidiana na nova forma de medicina humanizada na vida dos enfermos em estado terminal ou não, importante é o paciente viver bem sua vida nos momentos finais; nossa coordenadora Marlene Salette, refletiu sobre a dimensão sociotransformadora e nosso agir diário, e assim todos os demais subtemas nos conduziram a missão com os enfermos e familiares, concluímos nosso congresso conversando sobre o SUS e a riqueza que é esse plano de saúde gratuito, o que está faltando é saber administrar bem o mesmo.

O livro do Eclesiástico considera a doença como o pior de todos os males (Eclo 30,17), um mal que faz perder o sono (Eclo 31,2). O povo judeu entendia que a falta de saúde estava intimamente ligada à culpa, ao pecado. A cura para as doenças deveria ser obtida, em primeiro lugar, pela oração (2 Sm 12, 15–23). Vários salmos são de doentes que suplicam a Deus a cura.

O capítulo nono do Evangelho de São João relata o encontro de Jesus com um cego de nascença enquanto caminhava nos arredores do templo (Jo 9, 1–41). Há notícias de que a cegueira era extremamente comum no Oriente Médio. Nos textos bíblicos, fala-se sobretudo de dois tipos de cegueira. A oftalmia, doença altamente contagiosa, agravada pelos raios do Sol, pela poeira e pela areia sopradas do deserto e pela falta de higiene. Outra forma mencionada é a cegueira senil, que resulta do avançar dos anos. De acordo com o relato evangélico, são os discípulos que, em primeiro lugar, percebem a presença do cego e propõem uma questão a Jesus.

A expressão que a saúde se difunda sobre a terra, significa que a saúde, tanto física, mental e social, deve se estender a todas as pessoas e lugares do mundo, buscando o bem-estar integral. É um apelo para que a saúde seja um direito acessível a todos, sem distinção, e que haja um esforço conjunto para promoção da qualidade de vida no mundo. A saúde é um direito universal e um estado amplo, igualitário, um ideal a ser perseguido por todos os setores da sociedade.

O congresso quis nos indicar o caminho a percorrer e como assumir nossa missão evangelizadora nos diversos ambientes em que os enfermos ou profissionais de saúde estejam presente.

Pe. Gilberto Luna de Moura
Coordenador Regional

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *